Elaine Martins lançará música contra a violência doméstica
A repercussão da pregação de Helena Raquel, realizada no Congresso Gideões Missionários.

Motivou novas manifestações dentro do meio evangélico sobre casos de abuso e violência. Em meio a esse cenário, a cantora Elaine Martins anunciou que lançará uma música com foco na denúncia da violência doméstica.
A mensagem compartilhada por Helena Raquel ultrapassou o público cristão e passou a circular também em páginas seculares nas redes sociais. Até quarta-feira, 6 de maio, o vídeo havia alcançado cerca de 1 milhão de visualizações no canal oficial, gerando discussões sobre agressões dentro do ambiente familiar, inclusive em contextos religiosos.
Diante dessa mobilização, Elaine Martins informou que a nova canção será voltada para a realidade de mulheres que enfrentam violência dentro de casa. A proposta, segundo ela, é ampliar a conscientização e incentivar posicionamentos mais firmes por parte das igrejas diante desses casos.
Dados divulgados em 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 42,7% das mulheres evangélicas no Brasil afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência praticada por parceiro ou ex-parceiro ao longo da vida. O levantamento considera agressões físicas, sexuais e outras formas de abuso.
O estudo também aponta que 32,4% das brasileiras com 16 anos ou mais relataram já ter vivenciado violência física ou sexual em relacionamentos. O índice está acima da média global estimada pela Organização Mundial da Saúde, que registra 27% das mulheres entre 15 e 49 anos nessa condição.
Entre as vítimas, 21,1% declararam ter sido forçadas a manter relações sexuais contra a própria vontade. Outras 32,4% relataram episódios frequentes de humilhações ou ofensas verbais. O levantamento ainda mostra que uma em cada quatro mulheres brasileiras já sofreu agressão física por parte de parceiro.
O relatório também apresenta dados sobre comportamentos de controle dentro das relações. Cerca de 29,1% das mulheres disseram ter tido o celular ou computador invadidos, enquanto 17,1% afirmaram ter sido pressionadas a abandonar o trabalho ou os estudos.
Entre mulheres evangélicas, 49,7% relataram ter vivido ao menos uma situação de controle ou violência. Entre católicas, o índice registrado foi de 44,3%, conforme informado pelo Exibir.




