Identidade de gênero

Por unanimidade, STF derruba lei que permitia pais retirarem filhos de aulas sobre gênero

Decisão unânime invalida lei do Maranhão que garantia às famílias o direito de impedir a participação dos filhos em atividades escolares sobre gênero e diversidade sexual.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, derrubar uma lei do Maranhão que permitia aos pais e responsáveis impedir a participação dos filhos em aulas e atividades escolares sobre identidade de gênero, orientação sexual e diversidade sexual.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7883, concluído em 23 de outubro, no plenário virtual da Corte, e divulgada oficialmente na terça-feira (03).

A legislação garantia às famílias o direito de decidir se seus filhos participariam dessas atividades em escolas públicas e privadas do estado. Também estabelecia que as instituições de ensino deveriam informar previamente os responsáveis e respeitar sua decisão.

Com o julgamento, essa possibilidade de veto prevista na legislação estadual deixa de valer.

STF considera lei inconstitucional

A ação foi apresentada pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH), entre outras entidades que participaram do questionamento à legislação.

As organizações argumentaram que a norma violava princípios constitucionais, incluindo a liberdade de expressão, o direito à educação e a liberdade dos professores no exercício de suas atividades.

O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela inconstitucionalidade da lei e lembrou que o Supremo já havia derrubado uma legislação semelhante do Espírito Santo.

Segundo o entendimento adotado pela Corte, cabe à União estabelecer as diretrizes e bases da educação nacional, não podendo os estados criar restrições incompatíveis com essas normas.

Todos os ministros acompanharam a conclusão pela inconstitucionalidade, embora alguns tenham apresentado ressalvas sobre os fundamentos e os efeitos da decisão.

Ministros defendem respeito à idade das crianças

Apesar da decisão unânime, ministros do STF destacaram a necessidade de cuidados na abordagem de temas relacionados à sexualidade no ambiente escolar.

O ministro Cristiano Zanin ressaltou que as instituições de ensino devem adequar os conteúdos sobre gênero, identidade e orientação sexual às diferentes faixas etárias, níveis de ensino e estágios de desenvolvimento físico, emocional e intelectual dos estudantes.

A ponderação recebeu a concordância de Gilmar Mendes e Flávio Dino.

O ministro Nunes Marques também fez uma ressalva, afirmando que a derrubada da lei não deve representar uma “carta branca ou acesso irrestrito” de crianças a discussões complexas.

Já André Mendonça acompanhou o relator em respeito ao princípio da colegialidade, mas registrou ressalva quanto à sua posição pessoal.

Contribua mensalmente
com o GUIA-ME.

Somos um meio de comunicação cristão. Trabalhamos para informar com clareza e exatidão, sustentados por apuração responsável, revisão criteriosa e compromisso editorial.

Não atuamos como influenciadores de opinião, mas como jornalistas comprometidos com a verdade e os princípios de uma cosmovisão cristã.

Torne-se um apoiador

Fonte
Guiame

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo
Privacy Overview
Portal LSF Notícias

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.

Strictly Necessary Cookies

Strictly Necessary Cookie should be enabled at all times so that we can save your preferences for cookie settings.

If you disable this cookie, we will not be able to save your preferences. This means that every time you visit this website you will need to enable or disable cookies again.