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Como se preparar para o mercado de trabalho na era da IA

Com a inteligência artificial transformando o mercado de trabalho, especialista do ManpowerGroup reúne orientações para fortalecer a empregabilidade. Entre as recomendações estão a atualização do currículo, o desenvolvimento contínuo de competências e a adaptação às novas dinâmicas dos processos seletivos.

A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina das empresas e, com ela, também aumentam as dúvidas sobre os impactos da tecnologia na empregabilidade. Segundo o Barômetro Global de Talentos, do ManpowerGroup, 43% dos trabalhadores temem ser substituídos pela automação nos próximos dois anos, enquanto 60% afirmam estar em busca de novas oportunidades profissionais.

“Estamos vivendo uma transformação acelerada no mercado de trabalho. As empresas têm o papel de investir em capacitação e criar ambientes que incentivem o aprendizado constante. Ao mesmo tempo, os profissionais podem adotar uma postura ativa para desenvolver novas competências e ampliar suas oportunidades”, afirma Bárbara Gonçalves, gerente de recrutamento e seleção do ManpowerGroup Brasil.

Embora a inteligência artificial automatize parte das atividades, ela também amplia a demanda por novas competências e acelera a transformação dos processos de recrutamento e seleção. Nesse contexto, currículo, qualificação contínua e habilidades comportamentais ocupam um papel cada vez mais relevante na trajetória profissional. A especialista reuniu algumas orientações que podem contribuir para esse processo.

Currículo orientado por resultados

Mais do que listar responsabilidades exercidas ao longo da carreira, currículos que evidenciam resultados concretos tendem a oferecer informações mais completas sobre a atuação dos candidatos. Metas alcançadas, ganhos de eficiência, projetos implementados e impactos gerados para a empresa ajudam a contextualizar a experiência profissional.

Ferramentas de inteligência artificial também podem ser utilizadas para organizar informações, estruturar o texto e identificar termos relacionados às vagas pretendidas. No entanto, o conteúdo deve refletir a experiência e as competências efetivamente desenvolvidas pelo profissional.

“Há uma diferença clara entre escrever ‘responsável pelo atendimento ao cliente’ e apresentar ‘reduzi o tempo médio de resposta em 30% em seis meses’. É esse tipo de informação que chama a atenção de quem recruta”, explica Bárbara.

Currículo adaptado aos sistemas de triagem

O uso de softwares de triagem automatizada, conhecidos como ATS (Applicant Tracking Systems), está cada vez mais presente nos processos de recrutamento e seleção. Esses sistemas identificam palavras-chave e competências específicas antes que o currículo seja analisado por um recrutador.

Por isso, termos técnicos e competências descritos no anúncio da vaga costumam ser incorporados ao currículo quando fazem parte da experiência do candidato. Também é comum que documentos com estrutura simples, sem tabelas, colunas ou elementos gráficos, apresentem melhor compatibilidade com esse tipo de sistema.

Qualificação alinhada às demandas do mercado

O avanço da inteligência artificial, da automação e da digitalização dos processos amplia a busca por atualização profissional. Cursos de curta duração, certificações reconhecidas pelo mercado e treinamentos específicos da área de atuação passam a integrar com mais frequência as estratégias de desenvolvimento de carreira.

Além da realização dessas formações, as empresas também observam como os conhecimentos adquiridos foram aplicados na prática. Competências relacionadas à automação de processos, análise de dados ou utilização de ferramentas baseadas em inteligência artificial podem ser apresentadas por meio de projetos, resultados ou experiências desenvolvidas ao longo da trajetória profissional.

Desenvolvimento de competências comportamentais

Ao mesmo tempo em que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e operacionais, habilidades como comunicação, pensamento crítico, colaboração e inteligência emocional continuam entre as competências mais valorizadas pelas empresas. Essas capacidades ganham importância em funções que exigem tomada de decisão, interação entre equipes e adaptação a novos cenários.

Experiências em projetos multidisciplinares, participação em iniciativas colaborativas e atuação em atividades que envolvam resolução de problemas também contribuem para demonstrar essas competências durante os processos seletivos.

“A tecnologia continuará avançando, e a preparação deve acompanhar esse movimento. Quando empresas e profissionais investem em desenvolvimento contínuo, criam-se condições mais sólidas para enfrentar as mudanças e aproveitar novas oportunidades”, conclui a executiva.

Fonte
Dino

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