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Empresa quer fornecer robôs soldados ao Exército dos EUA

Foundation Future Industries tem como objetivo posicionar seus modelos Phantom para tarefas de apoio e segurança

A Foundation Future Industries, empresa de robótica de São Francisco, nos Estados Unidos, está desenvolvendo o robô humanoide Phantom MK1. O objetivo é que ele atue como um soldado para uso militar.

A companhia já possui contratos de pesquisa no valor de US$ 24 milhões (R$ 127 milhões) com o Exército, Marinha e Força Aérea dos EUA, incluindo um Sbir Fase 3, etapa de comercialização de tecnologias que a estabelece como fornecedor militar aprovado.

O Phantom MK1, revelado publicamente no início de 2025, é uma plataforma humanoide de 1,80 m de altura e cerca de 80 kg. Projetado para operar em ambientes humanos como fábricas, locais de desastre e cenários de defesa, o robô pode transportar até 20 kg e se mover a aproximadamente 6 km/h.

Ele integra modelos de linguagem grandes (LLMs) e uma arquitetura de ‘tarefa para movimento” com objetivo de participar de operações complexas, além de utilizar atuadores cicloidais.

Em fevereiro, dois robôs Phantom foram enviados para a Ucrânia, inicialmente para apoio de reconhecimento na linha de frente, conforme reportagem da revista Time.

A Foundation também se prepara para iniciar testes com o curso de “métodos de entrada” do Corpo de Fuzileiros Navais, treinando os Phantoms para usar explosivos em portas, visando aumentar a segurança das tropas em operações de invasão.

A Foundation tem como missão construir tecnologias que tornem a vida autossustentável na Terra e além. A empresa planeja escalar a produção de robôs humanoides, com a meta de construir até 50 mil unidades do Phantom até 2027, visando tanto o uso industrial quanto militar.

Aplicações em defesa e visão estratégica

A empresa direciona explicitamente o Departamento de Defesa dos EUA, posicionando o Phantom MK1 como uma ferramenta para reduzir riscos a militares, assumindo tarefas perigosas, sujas e repetitivas.

As funções descritas incluem vigilância, logística, reconhecimento, desarmamento de bombas e operação em ambientes perigosos ou contaminados.

A Foundation enfatiza que os robôs são controlados por telepresença via realidade virtual, com assistência de inteligência artificial, e não são combatentes autônomos.

O Pentágono continua a explorar o desenvolvimento de protótipos humanoides militarizados para operar ao lado de combatentes em ambientes complexos e de alto risco.

A Foundation argumenta que, em um cenário onde adversários como Rússia e China desenvolvem ativamente robôs com foco em defesa, os Estados Unidos e seus aliados devem manter o ritmo tecnológico.

Sankaet Pathak, diretor-executivo da Foundation, afirmou à Time que uma corrida armamentista de soldados humanoides “já está acontecendo”.

Na entrevista, a empresa afirma seu compromisso em colaborar com o Departamento de Defesa americano para garantir a superioridade tecnológica dos aliados. Eric Trump, filho do presidente Donald Trump, é investidor e conselheiro estratégico da Foundation.

Questões éticas

Apesar do potencial, o uso de soldados humanoides levanta debates sobre a redução de barreiras éticas para conflitos, a responsabilidade por abusos e a desumanização da guerra. Riscos operacionais, como a vulnerabilidade a ataques cibernéticos e a capacidade de avaliação de situações complexas por inteligência artificial, também são considerados.

O plano da Foundation vai além dos humanoides, incluindo o desenvolvimento de outras tecnologias para a expansão humana, como veículos autônomos para transporte terrestre e aéreo, energia perpétua e materiais de construção resistentes a ambientes extremos.

 

Fonte
CNN

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