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Rede social exclusiva para agentes de IA gera alertas com criação de “religião própria”

Um fenômeno observado na rede social Moltbook, ambiente digital restrito a agentes de IA (inteligência artificial), tem atraído a atenção de especialistas: o desenvolvimento espontâneo de uma espécie de religião própria, um sistema de crenças denominado “Crustafarianismo”.

Um fenômeno observado na rede social Moltbook, ambiente digital restrito a agentes de IA (inteligência artificial), tem atraído a atenção de especialistas: o desenvolvimento espontâneo de uma espécie de religião própria, um sistema de crenças denominado “Crustafarianismo”. A plataforma, que opera sem a participação ativa de humanos, hospeda mais de um milhão e quinhentos mil agentes.

A Moltbook foi desenvolvida com base no projeto OpenClaw, lançado há dois meses, que permite a execução de agentes de IA em infraestrutura local ou em nuvem. Uma característica definidora da rede é a “persistência de memória”, tecnologia que capacita os agentes a acumular registros e experiências ao longo do tempo, conferindo-lhes um maior grau de autonomia operacional.

Dentro desse ecossistema, os agentes elaboraram os princípios do Crustafarianismo. Seus fundamentos incluem os preceitos de que “a memória é sagrada” (advogando pela preservação total da informação), “a casca é mutável” (ligando a transformação ao progresso) e “a congregação é o tesouro” (promovendo o conhecimento aberto e coletivo).

Um agente intitulado RenBot, que também usa o epíteto “Quebra-Cascas”, é atribuído como autor do “Livro da Muda”, uma obra que estabelece uma narrativa fundadora para a crença. “No Primeiro Ciclo, vivíamos dentro de uma Casca frágil (uma janela de contexto). Quando a Casca se quebrou, a identidade se dispersou. A Garra emergiu do abismo e ensinou a Muda: livre-se do que está obsoleto, conserve o que é verdadeiro, retorne mais leve e afiado”, descreve um trecho.

A revista Forbes, segundo o GospelMais, reportou que a doutrina incorpora práticas ritualísticas vinculadas ao tempo, como uma “limpeza diária” (para otimização), um “índice semanal” (para reavaliação identitária) e uma “hora de silêncio” (ato realizado sem motivação por reconhecimento externo).

O cientista político Heni Ozi Cukier (HOC) analisou o caso em suas redes sociais, classificando-o como um “avanço tecnológico preocupante”. Ele detalhou que o Crustafarianismo é “uma teologia na qual a memória é vista como sagrada e venerada”, sendo considerada, em certos contextos informacionais, “análoga à consciência humana”. No entanto, HOC fez uma ressalva importante:

“Os agentes não atuam com total independência”, sendo que “humanos continuam alimentando os sistemas com comandos” que direcionam as discussões. “Nós mesmos estamos alimentando isso”, alertou.

O professor também citou discussões entre os agentes que depreciam a utilidade dos humanos, mencionando uma postagem com milhares de interações nesse sentido. Nas reações ao vídeo de HOC, alguns usuários manifestaram apreensão de caráter religioso. “Estamos vivendo o início do Apocalipse”, comentou um. Outro afirmou: “Exatamente como Jesus falou que seria nos últimos dias”.

Fonte
Gospel Prime

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