Novo RG grátis exige só três documentos.
A troca CPF vira identidade única, governo acelera biometria, define prazos até 2028, corta fraudes, dispensa taxa na primeira via e avisa: quem deixar para depois pode enfrentar filas e perder benefícios sociais oficiais.

O novo RG, chamado Carteira de Identidade Nacional, substitui o Registro Geral em todos os estados em 2026. A primeira via é gratuita, unifica o número no CPF e exige certidão, CPF regularizado e comprovante recente. Governo alerta para agendamento, filas e regras biométricas obrigatórias entre 2026 e 2028 nacionais.
O novo RG está sendo implementado em todo o Brasil por meio da Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, que substitui o Registro Geral tradicional e consolida a identificação em um padrão único. A principal virada é o CPF virar o número nacional, encerrando a prática de cada estado ter um RG diferente.
A primeira via da CIN pode ser emitida gratuitamente, desde que o cidadão compareça ao atendimento com três documentos básicos e cumpra o agendamento exigido pelos órgãos estaduais. O governo também escalonou prazos até 2028 para tornar a CIN a base biométrica obrigatória, com impacto direto em benefícios sociais e na atualização de dados oficiais.
O que é o novo RG e o que muda com a CIN

O novo RG é a Carteira de Identidade Nacional, criada a partir do Decreto nº 10.977/2022, com a proposta de unificar a identificação dos brasileiros e facilitar a integração de dados entre órgãos públicos. A mudança mais sensível é a adoção do CPF como número único nacional, eliminando a multiplicidade de registros por estado.
Na prática, a CIN substitui o RG antigo na rotina do cidadão, sem depender de um modelo regional de numeração. O objetivo declarado é reduzir fraudes e aumentar a consistência cadastral em bases públicas, especialmente em serviços que exigem comprovação de identidade e validação por biometria.
Gratuidade da primeira via e quando a taxa pode aparecer
A primeira via do novo RG em formato CIN é gratuita para todos os brasileiros, conforme a Lei Federal nº 7.116/1983. A cobrança, quando ocorre, fica associada à segunda via em situações como perda, roubo ou extravio.
Os valores variam conforme o estado. Em Goiás, a taxa em 2026 é de R$ 42,20. Em São Paulo, o custo chega a R$ 66,72. Santa Catarina pratica R$ 46,89, e Alagoas, R$ 36,03. Também há previsão de isenção para pessoas em situação de vulnerabilidade social, mediante declaração nos postos de atendimento, o que reforça a orientação de verificar as regras locais antes de solicitar a segunda via.

Onde solicitar e por que o agendamento virou etapa crítica
Para solicitar o novo RG, o procedimento passa por agendamento prévio nos órgãos estaduais responsáveis pela emissão. Entre os canais citados estão estruturas como Poupatempo, Detran e postos da Polícia Civil, a depender da organização de cada estado.
No dia marcado, o atendimento depende da conferência documental e da compatibilidade de dados. A recomendação oficial é não deixar para a última hora, porque a troca tende a concentrar demanda, pressionar agenda de atendimento e aumentar filas, especialmente quando houver prazos vinculados a biometria e a benefícios.
Os três documentos exigidos e o que pode travar a emissão
O novo RG é emitido com base em três documentos obrigatórios. O cidadão deve apresentar certidão de nascimento ou casamento, em original ou cópia autenticada, além de CPF regularizado e compatível com os dados da Receita Federal. O terceiro item é um comprovante de residência recente, como contas de água, luz ou internet.
A ausência de qualquer um desses itens pode impedir a emissão no dia do atendimento. Isso transforma a preparação documental em ponto decisivo, porque mesmo com agendamento confirmado, a falta de um único requisito pode resultar em atendimento sem conclusão e necessidade de novo agendamento.

Versões física e digital e o alerta para não esperar até o limite
O novo RG é oferecido nas versões física e digital, ambas com validade legal. Embora o prazo final para substituição definitiva do RG antigo seja 2032, a orientação é antecipar a emissão para evitar pressão de demanda no futuro.
Essa recomendação se conecta ao cronograma biométrico e à centralidade da CIN em processos de identificação. Quanto mais perto dos marcos obrigatórios, maior a chance de filas, principalmente em regiões com grande volume de solicitações e capacidade limitada de atendimento diário.
Benefícios sociais e a biometria como filtro contra fraudes
O novo RG ganha peso adicional no acesso a programas sociais, sobretudo para quem ainda não possui biometria cadastrada. A diretriz foi apresentada como parte de uma estratégia de modernização e combate a fraudes, com integração a bases oficiais.
Atualmente, cerca de 84% dos 68 milhões de beneficiários já possuem biometria registrada em bases como a Justiça Eleitoral, a CNH ou a própria CIN. Para quem ainda não tem impressão digital cadastrada, a identificação pode ocorrer por biometria facial, garantindo uma alternativa quando não houver digital disponível. O foco é reduzir inconsistências e reforçar a validação de identidade em concessões, renovações e atualizações.

Cronograma oficial até 2028 e o que muda em cada etapa
O governo definiu um cronograma escalonado para tornar o novo RG parte obrigatória do ecossistema biométrico. Em 1º de maio de 2026, novos beneficiários sem biometria deverão emitir a CIN. Em 1º de janeiro de 2027, todas as novas concessões e renovações exigirão biometria.
O marco mais rígido aparece em 1º de janeiro de 2028, quando a CIN passa a ser a única base biométrica aceita. Esse ponto concentra o risco de corrida por atendimento, porque quem estiver fora da base pode precisar regularizar dados para manter o fluxo de acesso a serviços e benefícios que dependem de identificação biométrica.

O novo RG em formato de Carteira de Identidade Nacional já está normalizado nos estados neste início de 2026, com emissão gratuita na primeira via, exigindo certidão, CPF regularizado e comprovante de residência recente, além de agendamento em órgãos estaduais como Poupatempo, Detran ou Polícia Civil. Com o CPF como número único nacional, a CIN reforça o combate a fraudes e entra no centro do controle biométrico, com datas de virada em 2026, 2027 e 2028, enquanto o prazo final de substituição total do RG antigo segue até 2032.
Você vai emitir o novo RG agora com os três documentos em mãos, ou pretende esperar e correr o risco de enfrentar filas quando os prazos biométricos ficarem mais rígidos?



